O poder das expectativas
Conseguir gerir e organizar o tempo de forma a conseguir estudar, namorar, passear, praticar desporto, estar com os amigos e com a família, fazer aquilo de que gostamos… não é fácil!
Para além disso, há cada vez mais a necessidade de se ser bom em tudo. Bom em todas as disciplinas, bom num desporto, tocar um instrumento musical, desenhar bem, ser um bom amigo e um bom filho.
E quanto mais se corresponde ao que esperam de nós, mais temos de continuar a fazer e a dar.
As escolas querem ter bons rankings e ninguém quer sentir que está abaixo da tabela.
Se isto não é pressão, não sei o que possa ser.
Na prática, o mais importante é darmos o nosso melhor para chegarmos onde pretendemos, mas sem esquecer: que não há só um caminho.
Por outro lado, se por algum motivo falharmos, se não formos tudo o que esperam de nós, ou mesmo se não formos tudo o que ambicionámos ser, o que é que acontece?
Nada. Porque podemos sempre voltar a tentar.
E se não formos exactamente como sonhavam que nós fossemos, senão formos iguais ao nosso irmão, ao primo ou ao filho dos amigos dos pais, também não faz mal nenhum.
Porque as pessoas são originais únicos cheios de imenso valor.
Com gostos e rimos próprios e amados tal como são.
Ou assim deveria ser.


