Quando não conhecemos a nossa grandeza, qualquer um nos diminui
Quando não conhecemos a nossa grandeza, qualquer um nos diminui! Mas mesmo quando conhecemos essa nossa grandeza, há quem nos consiga diminuir.
No caso das crianças e dos jovens, os pais conseguem ter esse poder. Mas qual é o pai ou a mãe que quer diminuir o seu filho? Genuinamente, nenhum. Ou assim deveria ser. Mas há coisas que fazemos ou dizemos “sem querer”. E disso são exemplo os rótulos que colocamos.
Infelizmente essas frases fazem parte do quotidiano de muitas casas. Ecoam de forma automática, numa espécie de desabafo. Porém, a repetição desses rótulos pode minar a segurança dos nossos filhos na sua capacidade de acreditar que é possível mudar, limitando sua própria perspetiva.
Nunca deixe que a importância de um defeito seja maior do que o seu amor.

Como pais precisamos examinar constantemente as nossas palavras e atitudes, principalmente quando se trata de valorizar mais os erros do que as virtudes dos nossos filhos. Na nossa vida em família, somos convidados, em todas as circunstâncias, a desenvolver em nós a compreensão e o reconhecimento do esforço, animando os nossos filhos a melhorarem. Em outra newsletter já escrevi que “para baixo já puxa a vida!”
Estes rótulos já surgem naturalmente nos ambientes sociais em que os jovens se inserem, na escola, na turma, nos grupos. As pessoas com quem passamos muito tempo encontram sempre forma de brincar com as nossas características físicas e/ou psicológicas. O caixa de óculos, o gordo, o sabidão, o metediço, a florzinha, o pimento, o baixinho... ou outras alcunhas relacionadas com o nome... O Tigui, a Paivex, oTeixeira – Peixeira, o Tomás – Tomate ou a Carlota – Carola, etc.
Naturalmente temos uma tendência de supervalorizar os erros. Apontar o dedo é fácil, é divertido ou surge da nossa impaciência. Mas não há ninguém que só erra, e é preciso reconhecer que o nosso filho também está a aprender. Como pais precisamos ser os promotores da mudança positiva e não rotuladores desesperados.
Em vez de lhes dizer que são os maiores desarrumados do mundo, podemos sugerir: “vou ajudar-te a te organizares melhor”. Esta sim é uma forma efetiva de auxílio! Mostrando o caminho. Os nossos filhos devem saber que podem contar connosco para se tornarem o que realmente podem ser.