A Autoestima
A autoestima e os seus indicadores
Autoestima é uma avaliação, positiva ou negativa, que uma pessoa faz de si mesma a partir de emoções, ações, crenças, comportamentos ou qualquer outro tipo de conhecimento de si próprio.
A autoestima, ou o valor que nos atribuímos, é fundamental para o nosso bem-estar mental e físico, já que a nossa aceitação se reflete nos vários aspetos da nossa vida.
Essa perceção, a partir do nosso modo de agir e de pensar, é o que nos gera sentimentos de inferioridade ou superioridade, autocrítica, autocensura, narcisismo ou egoísmo.
Todas essas características influenciam diretamente a nossa experiência, o bem-estar e, consequentemente, a nossa qualidade de vida.

Indicadores de elevada autoestima nos jovens
Os jovens que têm uma elevada autoestima, demonstram ativamente autoconfiança, são curiosos, têm iniciativa e são independentes. Eles acreditam nas suas próprias ideias, enfrentam desafios sem medo, iniciam atividades com confiança, estabelecem metas, sentem necessidade de explorar o meio ambiente, fazem perguntas e interessam-se por coisas novas.
Além disso, eles também se adaptam de uma melhor forma às mudanças e ao stress, toleram frustrações e aceitam melhor as críticas e as brincadeiras (exemplo: alcunhas).
Indicadores de baixa autoestima nos jovens
Os jovens que têm uma baixa autoestima, denotam uma incapacidade em mostrar confiança, curiosidade, iniciativa e independência. Eles têm dificuldade em reagir às mudanças ou ao stress. Desistem facilmente quando se sentem frustrados, reagem com tensão e com um comportamento tendencialmente mais imaturo.
Eles também se relacionam pior com os colegas da mesma idade, têm dificuldade em socializar ou em se integrar em grupos novos, são mais agressivos (na forma como respondem) e ofendem-se mais facilmente.

Fatores de proteção
No contexto familiar, os professores americanos Willian W. Purkey, Willian Graves e Mary Zellner (1970), abordam o desenvolvimento da autoestima nos jovens da seguinte forma:
- Competência. Possuir expectativas pessoais e um certo grau de exigência por parte dos pais tem efeitos positivos para nos jovens.
- Para que a autoestima se desenvolva, deve-se promover um ambiente de liberdade de escolha, para que os jovens possam tomar decisões que venham a ser importante para eles.
- O que os jovens mais precisam é que os pais os considerem importantes, valiosos e capazes de concluir com êxito as suas tarefas pessoais.
- A situação de aprendizagem é estimulante para o jovem, leva-o a ter um melhor rendimento e a desenvolver sentimentos de dignidade pessoal.
- Quando o jovem sente que tem controlo sobre as suas escolhas pessoais e académicas, sente-se melhor.
- Êxito. Os pais devem proporcionar um ambiente que incentive o sucesso, pois a autoestima muda após essa experiência.