Fevereiro, 24 meses depois
E se todos gostássemos de amarelo, era uma chatice, não acham?
Ainda bem que não gostamos todos das mesmas coisas, ainda bem que somos diferentes, que não vemos as coisas com os mesmos olhos...
Quantas vezes ouvimos os pais dizerem que cada filho é como um dedo de uma mão, todos diferentes, ainda que criados mais ou menos da mesma maneira.
Mais importante do que a velocidade, é a direção

Então, como podemos querer vestir uma mesma camisola, igual e do mesmo tamanho, em todas as crianças, apenas porque têm a mesma idade e estão no mesmo ano de escolaridade?
Não faz sentido, pois não?
Foi apenas a forma mais fácil de organizar o ensino, porque este não é personalizado e à medida de cada um.
Então como podemos compensar isso?
Fazendo com que todas as crianças/jovens sintam que, foram bem-sucedidos em alguma disciplina, que alguma coisa foi fácil ou que elas perceberam-na bem.
Não parece ser assim tão difícil, pois não?
Porque não é! E pode fazer uma grande diferença.
Puxar sempre para cima porque a vida já põe para baixo
Em tempos, uma amiga da família ensinou-me uma lição de que nunca mais me vou esquecer. Dizia-me:
"Eu puxo sempre a minha neta para cima, porque para baixo, já põe a vida!"
Palavras muito sábias numa senhora com a escolaridade básica, mas com muita escola da vida.
Fundar fortes alicerces de autoestima é meio caminho andado, assim como saber que educação não é competição, a não ser com o próprio.

Vivemos num sistema de ensino que tornou o medo das notas baixas, o único motivo para abrir um livro.
Os nossos filhos são pessoas em desenvolvimento e não uma folha de Excel a ser preenchida, todos os dias, após a vistoria da inspeção de qualidade. As suas limitações não são sinal do nosso fracasso como pais. E as vitórias também não são uma taça para o nosso Ego. São sinal de que tanto eles como nós somos obras inacabadas.
As dificuldades do dia a dia evidenciam que há um processo a ser trilhado. E um processo que vai exigir, da nossa parte, paciência.
Lembre-se: a educação é uma tarefa para a vida toda! Nenhum filho nasce pronto, e iremos ter sempre as limitações próprias da pessoa humana, e em particular, aquelas limitações próprias de cada idade. O problema não está em nós nem neles. Não importa o que aconteça, continue a educar!