Dicas úteis

Ganhar ou Perder

Perder

Todos gostamos de ganhar. Não é à toa que dizemos ou ouvimos: Não quer perder, nem a feijões!

Mas depois há capítulos da nossa vida em que parece que estamos muito pouco investidos, ou até onde não queremos ganhar.

A educação é um Tema! Daqueles enormes, em que claro que queremos ganhar, mas em, às vezes, deitamos a manilha quando ainda não saiu o Às trunfo. De propósito.

Podemos perder os nossos filhos muito facilmente. Dá mesmo muito pouco trabalho e resume-se a poucos passos. Para isso basta que:

Acredite que a escola vai fazer tudo, vai ensinar tudo, vai entreter e cansar. Vamos buscá-los ao fim do dia, para as últimas tarefas e rotinas. Repita este procedimento por, pelo menos, 15 anos.

Não aborde temas íntimos relacionados com a afetividade. Prefira que os seus filhos sejam educados pela televisão, ipad ou tiktok.

Não deixe que os seus filhos tenham de lidar com o ter tempo livre. Ocupe cada minuto da semana com atividades que os impeçam de pensar por si mesmos.

Crie espaços de adultos e de crianças na sua casa. Garanta que os seus filhos fazem barulho longe e, de preferência, façam as refeições em horários diferentes.

Faça-lhes todas as vontades, sem os frustrar, permitindo-lhes ter sempre uma fonte de prazer.

Resolva todos os problemas por eles e subestime a sua capacidade de autonomia e autossuperação.

Esta não é uma forma de atuação característica de pais ricos. É um problema de pais ausentes.

Familia em momento de lazer no campo

Ganhar

Conseguir dedicar aos nossos filhos o tempo que gostaríamos, parece ser mesmo um desafio.

Esta é uma realidade da vida adulta moderna difícil de mudar. Entretanto, mesmo no meio da agitação quotidiana, temos a capacidade de contribuir significativamente para a educação dos nossos filhos. E o melhor de tudo, é que não é necessário possuir diplomas ou certificados para fazer essa diferença.

Face à falta de tempo e de paciência, de jeito ou de vontade, a única coisa que nos parece restar é matriculá-los nas melhores escolas — com os melhores projetos pedagógicos e os materiais mais elaborados —, encontrar as melhores atividades extracurriculares, e esperar que a situação flua da melhor forma possível. Apesar de tudo isso ser válido e importante, os nossos filhos precisam de mais do que isso. Precisam da nossa presença.

O mais importante não é o material didático, o projeto pedagógico ou as actividade extra. O mais importante é o poder de uma família presente. Do carinho, do afecto e da disponibilidade. E é por isso que há frases ou perguntas que parecem um ABRAÇO:

Queres brincar comigo?

Podemos ficar mais um bocadinho...

Eu tenho algumas ideias, mas e tu, o que achas?

Queres a última fatia?

Amo-te muito.

Esta não é uma Newsletter sobre culpa, é sobre o que podemos fazer para mudar uma parte da nossa realidade, que deixa marcas para toda a vida. É sobre perceber que, enquanto estamos ocupados, a vida dos nossos filhos está a passar e somos nós que estamos a perder.

Que eles não valorizam só os que lhes compramos. Valorizam o que lhes damos.

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Sonha em grande. Começa devagar. Mas acima de tudo começa. Lembra-te que a paciência traz perspetivas.