O melhor lugar do mundo não é um onde, mas um com quem?
A distância entre um filho infeliz e um filho realizado chama-se Presença.
Tantas vezes dizemos que as mães são especiais, têm um super poder, são atenciosas e preocupadas, dão de si tudo o que têm, com uma força que nem se sabe bem de onde vem.
Porquê? Afinal, não são assim em tudo na vida, mas são assim em relação aos seus filhos.
Porquê?
Porque nada é mais importante na vida do que eles.
Qualquer outra coisa perde valor se for colocada em perspetiva quando comparada com os filhos.
Porque uma mãe sabe que estar presente, amar, dar atenção, são o que faz brotar, crescer e desenvolver.


Daqui a 20 anos algumas coisas não farão diferença:
Com que idade começaram a ler bem: com 5, 6 ou 7 anos...
Quanto tempo demoraram a fixar a tabuada.
Se uma matéria levou mais tempo a ficar sabida, do que o esperado.
Se ganhou alguma medalha ou prémio no desporto que praticou.
Se conseguiu logo dormir sozinho...
O que vai ficar são outras coisas!Mas... a minha vida não terminou quando a do meus filhos começou
Não, de todo, ela só mudou!
Os filhos despertam em nós um lado que não conhecíamos até então.
Tornam-nos mais empáticos, compreensivos, com uma maior capacidade de ajudar e de perdoar.
Eles dilatam-nos. Dilatam o amor que cabe num coração, dilatam a paciência, a disponibilidade...

Daqui a 20 anos, o que vai ficar na nossa memória:
Serão as refeições todos juntos, os pequenos almoços de fim-de-semana, os passeios.
As conversas antes de dormir, os abraços longos, os filmes partilhados debaixo da mesma manta.
Uma nota mais fraca ou um trabalho de casa que ficou por fazer não será lembrado, porque não teve assim tanta importância.
Com o tempo percebemos que poderíamos ter sido (e podemos ser) mais flexíveis num ou outro assunto.
O foco tem de ficar no que é essencial, por ser isso que vai ficar!