Mais atenção é também mais supervisão
Não se compara o que é diferente.
Os filhos mais velhos são, durante algum tempo, filhos únicos. Muitas vezes é o primeiro bebé da família, primeiro neto e primeiro sobrinho. Geram uma onda de amor e até de excitação.
Todos querem dar de comer, empurrar o carrinho, mudar a fralda...
Com os mais novos o filme é outro. Passamos a ouvir a frase: vai lá tu!
Não são menos amados, são apenas filhos de pais mais cansados. Têm de repartir o tempo e a atenção e, por isso, gozam de uma outra liberdade.
Outro ponto a favor para quem nasce no momento em que as regras da casa, em geral, estão mais afrouxadas é justamente sentir-se apto a arriscar. Na infância, isso pode ser lido como contestação e rebeldia. Já na fase adulta, resulta em coragem e ousadia para encarar desafios, o que costuma ser ótimo tanto na vida pessoal como profissional.

Uma revisão de 24 estudos sobre a ordem de nascimento, feita pela Universidade da Califórnia em Berkeley (Estados Unidos), chegou à conclusão de que os filhos mais novos participam mais em desportos radicais, por exemplo, do que os nascidos em outras posições.
A típica frase "criei meus filhos da mesma maneira" não é verdadeira nem seria bom que fosse. Cada filho tem uma personalidade e, portanto, necessidades diferentes. É preciso ajudá-los a crescer cada um à sua maneira. A psicologia positiva há anos que demonstra que é melhor dedicar recursos para potencializar as suas capacidades do que a tentar melhorar as suas fraquezas. É preciso investir neles seletivamente, sem os comparar.
