A Adolescência: Como é que eu encaro esta fase?
A adolescência é uma etapa de crescimento e de adaptação a uma nova situação, que ainda não é idade adulta, mas também já não é infância. Começa cada vez mais cedo e acaba cada vez mais tarde. Os jovens de 11 anos consideram-se pré-adolescentes e os de 18 ainda não são bem adultos.
Ideias-Chave
Os adolescentes sentem que precisam ser independentes da família, que sabem fazer as coisas sozinhos, e até preferem que assim seja. Ao mesmo tempo vão reavaliando a sua imagem, procuram novas respostas e constroem a sua identidade, para se irem adaptando às mudanças a que assistem em si, que vivem, sentem e que partilham, em grande parte com os amigos.
Precisam estabelecer relações saudáveis com o sexo oposto, planos para o seu trabalho futuro, e construir um conjunto significativo de valores com que irão viver. Imaginam que falta uma eternidade para os seus 30 anos e que, nessa altura, terão casas, filhos, cães e dinheiro. Só ainda não sabem que passa tudo muito depressa. Mas vejamos, para quem tem 15 anos, faltam outros tantos para a consolidada vida adulta.
A adolescência é a geração do agora, da impaciência, do querer para ontem, do sentir que não o compreendem. Muitas das respostas mais comuns são “tu não percebes”, "eu já vou”, “esquece”, “preciso de sair” ou “não tenho nada para vestir”.
Nesta fase, os jovens tendem a resistir, a partilhar assuntos privados com pessoas fora da família, não por falta de confiança ou de amor, mas antes porque é mais fácil e simples trocar ideias com aqueles a quem não estão tão ligados.
Planos Profissionais
E é precisamente nesta fase tão atribulada que têm de fazer escolhas e tomar decisões básicas sobre o seu futuro. Logo nesta altura em que muitos estão ainda inseguros de si mesmos, ou muito colados à ideia de fazerem tudo o que irmão mais velho fez, ou até o oposto do que este decidiu.
Bastante cedo na adolescência é preciso decidir se quer continuar a estudar depois do ensino secundário, ou ir trabalhar diretamente porque a escola não é para si. A escolha que fizer condiciona as disciplinas que vai ter, o ensino que vai seguir e o investimento académico que terá de fazer, quando tudo começa a contar.
A forma como os jovens se veem a si próprios, influencia as suas possibilidades para o futuro, a sua autoconfiança, a esperança que colocam no futuro e a motivação e empenho que dedicam.
O que pode ajudar
Os pais podem ajudar os filhos na sua escolha profissional se os encorajarem a experimentar e a viver novas experiências, a participar numa colónia de férias, a tentar um novo desporto, a fazer uma ação de voluntariado, um pequeno emprego de verão, ou mesmo a falar com que já trabalha numa área que lhes agrada. Ir ao trabalho dos pais ou da madrinha, ter um trabalho de fim-de-semana ou participar no reforço de Natal.
Lembrem-se sempre que a autoestima desempenha um papel importante na escolha vocacional do jovem, nos objetivos a que ele se propõe e na obtenção de uma visão mais realista da vida. Esse sentimento, o sentir-se amado é a base, é um núcleo interior tão sólido que potencia a motivação, a criatividade e encoraja talentos.

